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    <title>Linhas tortas</title>
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    <namePart>Ramos, Graciliano.</namePart>
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      <placeTerm type="text">São Paulo</placeTerm>
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    <publisher>Martins Editora</publisher>
    <dateIssued>1969</dateIssued>
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    <extent>239 p.</extent>
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  <abstract>"Deve-se escrever da mesma maneira com as lavanderias lá de Alagoas fazem em seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como falso; a palavra foi feita para dizer".</abstract>
  <note type="statement of responsibility">Graciliano Ramos</note>
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